Toyota Corolla 2018, receita do novo sem perder o velho

Em dois lançamentos, o Corolla vem progressivamente abandonando no Brasil o apelido de carro do tiozão que o caracterizou durante décadas. A versão 2018 segue nessa mesma linha de estilo, avançando na agressividade sem, entretanto, abandonar a imagem conservadora . É, claro, a receita do marketing, que conseguiu reduzir em 3 anos a idade media do comprador do modelo sem perder a fidelidade anterior, que garantiu a venda de quase 65 mil unidades em 2016 apesar da crise e da posição de mercado, entre os sedãs médios que custam bem acima de um modelo de entrada. E, apesar do foguetório promocional, a verdade é que a Toyota reajustou para cima os preços R$ 90.990 a versão de entrada GLi, R$ 99.990 (XEi), a mais vendida, R$ 108.990 (XRS), com toque digamos esportivo e R$ 114.990 (Altis), topo da gama. Apenas para não esquecer, há uma opção de catalogo, a GLi com câmbio manual de seis marchas, que custa  R$ 69.690, com bancos de tecido e sem sistema de áudio mas que figura apenas para constar, ninguém compra, ninguem vende. À atualização do visual correspondeu também um certo aperfeiçoamento mecânico com a adoção do controle de estabilidade e tração, exigido mas não oferecido até agora pela Toyota num carro deste valor e posicionamento. Na realidade, enquanto os modelos da marca conseguirem reunir em sua imagens as condições múltiplas de confiabilidade – não quebram e não rendem custos elevados de manutenção – e ostentam valores elevados de revenda, mexer no que está ganhando exige muita disposição técnica. Por isso a Toyota mantem no Corolla as mesmas opções de motorização, 1 ponto 8 e 2 ponto zero,  apenas razoáveis do ponto de vista da evolução tecnológica mas suficientes nos quesitos fundamentais de desempenho e consumo. É bom ressaltar que, no pacote de jovialidade visual do novo Corolla, foram incluídas  rodas de liga leve de 17 polegadas, pneus mais largos e de perfil mais baixo (215/50), novidades que exigiram recalibragem da suspensão e da direção elétrica. Os homens da Toyota justificam os novos preços com o conjunto de melhoramentos nos recursos eletrônicos e nos equipamentos, além do incremento à redução do nível de ruídos, um bom trabalho. E o novo Corolla já chega de serie com airbags, central multimídia com tela de sete polegadas com navegação e câmera de ré, tela central do quadro de instrumentos em TFT colorida, destravamento e acionamento do motor por aproximação da chave (smart entry), luzes diurnas de LED (DLR), piloto automático de velocidade (cruise control) e comandos no volante. Há que se dar razão ao marketing dos japoneses porque o universo de recursos, equipamentos e níveis de espaço e conforto que o Corolla oferece agora é de certa forma superior a vários concorrentes com preço até mais elevado. O novo Corolla, com um típico Toyota, reforça seus  principais  argumentos de venda sem colocar o produto num nível tecnológico de alta sofisticação,  uma media alta geral, sim mas sem pontos específicos de absoluta excelência.  

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